sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O orgulho tucano e a derrocada nacional



Certos aspectos da atualidade podem ser diretamente afetados pela forma como são abordados pela mídia e pelo meio político.

Nossas opiniões sobre determinados assuntos levam em conta a informação que recebemos a partir da leitura dos jornais, da audição atenta de programas de rádio e das imagens e fatos veiculados pelas redes de televisão.

A cobertura dos meios de comunicação de massa, nas mãos de grupos corporativos e monopolistas, tem a capacidade de ampliar ou restringir o acesso à informação, bastando para isso, utilizar técnicas de edição para adicionar ou suprimir dados, de acordo com a conveniência da direção da empresa.

O poder da narrativa nas mãos destes grupos é forte o suficiente para mudar a avaliação que se tem sobre determinado tema ou pessoa.

Em 2011, o ex-presidente Lula deixou o governo com mais de 80% de aprovação. Nos últimos anos ele tem sido alvo de uma intensa campanha de desconstrução. No entanto, ele se mantém na liderança de todas as pesquisas que tratam da eleição presidencial de 2018.

 Por outro lado, confiante na blindagem fornecida pelo consórcio mídia, Justiça Federal, MPF e PF, o  príncipe da privataria Fernando Henrique Cardoso aposta no esquecimento de seu pífio governo.

Reconhecido como príncipe da privataria, FHC afirma que hoje é possível dizer com facilidade: "tenho orgulho de ser do PSDB". Um observador mais atento adicionaria "e nenhuma vergonha de ser golpista".

A gestão de Temer, apoiada pelo principado tucano, é tão nociva aos interesses nacionais quanto a de FHC. Em comum, a capacidade de sacrificar o seu povo e  se subordinar aos ditames do poder econômico internacional,

Decididamente, esses políticos levam às favas qualquer escrúpulo no derrespeito à democracia.

Novembro






Há pouco mais de 2 anos na estrada, a Banda Gragoatá amplia o alcance de sua produção com o lançamento do primeiro single pela Coqueiro Verde.

Após uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo veiculada pelo site Catarse, o grupo niteroiense, lançou recentemente o seu primeiro album. Entre os destaques, faixas como Menina e Rio Abaixo e 'Novembro',  esta última já disponível nas plataformas digitais.

A Gragoatá é formadao por Rebeca Sauwen, Renato Côrtes  e Fanner Horta

Deezer: http://www.deezer.com/album/14647136
Spotify: http://open.spotify.com/album/0kWHll4GGEJpygWfQP1lpe
iTunes: https://geo.itunes.apple.com/us/album/id1179800217?at=1l3v9Tx&app=itunes

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Salve a Cantareira

Quem conhece a região de São Domingos, sabe que a Cantareira é o lugar da boemia em Niterói.

Como sempre a arte retrata com precisão as tendências de uma cidade.

Neste sentido, o burburinho local encontrou nesta canção a melhor expressão da Lapa niteroiense.

Confira:

Apis Doce - Cantareira | Video Clipe Oficial

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A adversidade não destrói a confiança em outro mundo possível



Você acordou cedo hoje com a notícia da eleição de Trump e deve estar se perguntando se existe outro mundo possível ou a temporada conservadora na qual vivemos é apenas a expressão de um ciclo de regressão às sombras da idade média.

Há razões para se preocupar, grande parte do mundo dito civilizado parece ter incorporado o que há de mais retrógrado e desumando. Temem a insegurança gerada justamente pelo modo de vida que tanto apreciam, contribuindo para agravar a intolerância que desagrega e destrói vidas e sonhos.

Mas se você é um daqueles que fazem do otimismo, uma ferramenta valiosa de sobrevivência, não vai dar o braço a torcer e seguirá acreditando que resistência é força com toda a energia disponível sendo direcionada para construir um novo mundo que tantos sonham.

É na adversidade que compomos nossas melhores canções e algumas das nossas melhores obras são realizadas. Neste caso, sobram razões para se manter na ativa, denunciando, propondo e participando dos movimentos por uma sociedade mais justa e solidária.

Portanto, não aposente seu velho tênis, pois a luta está apenas começando e novas batalhas serão disputadas e vencidas pelos que não tem medo de lutar pelos seus sonhos.

Trump, Temer e a nova era da depressão

Era de se esperar que a onda conservadora que percorre o mundo elegesse nos Estados Unidos, Donald Trump. O magnata americano, legítimo representante das ideias mais reacionárias, se encaixa naturalmente na proposta onde a segregação e a xenofobia, alimentada pelo medo e pelo ódio, angariam apoios entre os que, em suma, fazem parte da grande parcela de prejudicados pelo poder econômico internacional.
No Brasil, este conservadorismo oferece as condições necessárias para derrubar uma presidenta eleita e se instalar um governo ilegítimo com um programa neoliberal derrotado nas últimas 4 eleições presidenciais.
A dominação ideológica é tão astuta que sua invisibilidade faz o oprimido reverenciar o opressor.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Menina - Revoada (Barcamundi e Gragoatá)

Dá pra ver que a chuva só cai pra você dançar.



Há uma revoada na Baía de Guanabara, não é de pássaros mas de músicos talentosos que se juntam para fazer um som que remete aos melhores momentos da MPB, onde a sonoridade gruda na alma da gente e não descola mais.



 Senhoras e senhores, com vocês: Gragoatá e Barcamundi







.






sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A velha mídia, o golpe e a resposta das redes


Domingo é dia de eleição. Enquanto os candidatos lutam pelos votos, há os que preferem dispensar o direito de decidir e se anulam na decepção com a política e os políticos. As frases de revolta, ditas aqui e ali são sinais do desgaste que a exposição diária de falcatruas e desvios causam no inconformado público. Um silêncio constrangedor, no entanto, é mantido pela mídia, enquanto Temer, o Pequeno, retira dos pobres, premia os ricos e submete o país ao poder econômico internacional.

O descrédito na política fere a democracia, no que ela tem de mais importante: a participação popular, quem anula o voto, despreza a cidadania e esquece de exercer o dever da fiscalização permanente dos eleitos. Não acompanha e tem raiva de quem o faz. Este cidadão se julga bem informado pelas notícias que lê, escuta ou vê na televisão e nos meios de comunicação privados e irmanados na pesada tarefa de desacreditar no ofício da representação popular.

Para o público que confere credibilidade ao noticiário da velha mídia corporativa,  um aviso: desconfie, você está sendo enganado, feito de tolo por redes afinadas no discurso de que todo político não presta. Se você acreditou, está  pronto para o abate, com uma trilha sonora embalada pelo sucesso de Zé Ramalho, reconhecendo a vida de gado, de um povo marcado e feliz.

São justamente, os "esclarecidos de nossa sociedade", consumidores felizes de produtos como Veja, Época, O Globo, Estadão, Folha e congêneres que repetem as bobagens tantas vezes repetidas por gente como Merval, Leitão, Noblat e outros que se esforçam para manter a confiança de seus editores e patrões.

Quando as pessoas comuns entenderem a política como ferramenta, explorados e excluídos poderão alterar o rumo da prosa, ocupando os seus espaços e transformando a realidade, É compreensível, portanto, a reação de uma certa classe avessa à convivência em aeroportos e shoppings com legítimos representantes das classes populares.

Um dos pilares do golpe, o rentismo,  começa a demonstrar  o seu descontentamento diante dos efeitos da greve dos bancários, uma das mais longas da história. Duros na negociação, os banqueiros ameaçam apelar para a força bruta da polícia, com a finalidade de estancar seus prejuízos e interromper um movimento que se notabiliza pela capacidade de mobilização.

No dia em que Jandira Feghali retira o véu que encobre a verdade dos fatos e denuncia o papel chave da imprensa no processo golpista em plena Rede Globo de Televisão, é bom ficarmos atentos com a ofensiva conservadora que não poupa blogueiros e imprensa independente. Como alerta Luis Nassif em seu blog, o que está em jogo é a consolidação do Esado de Exceção com restrições severas à liberdade de expressão. Mais do que nunca as novas mídias e as redes sociais se articulam em defesa da democracia antes que se considere normal um país regido pelo arbítrio e repressão.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lula e D. Marisa Letícia repudiam denúncia da Lava Jato

Denúncia do MPF é truque de ilusionismo; coletiva é um espetáculo deplorável
 


Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa Marisa Letícia Lula da Silva repudiam publica e veementemente a denúncia ofertada na data de hoje (14/09/2016) pelo Ministério Público Federal (MPF), baseada em peça jurídica de inconsistência cristalina. 
 
A denúncia em si perdeu-se em meio ao deplorável espetáculo de verborragia da manifestação da Força Tarefa da Lava Jato. O MPF elegeu Lula como “maestro de uma organização criminosa”, mas “esqueceu” do principal: a apresentação de provas dos crimes imputados. “Quem tinha poder?” Resposta: Lula. Logo, era o “comandante máximo” da “propinocracia” brasileira. Um novo país nasceu hoje sob a batuta de Deltan Dallagnol e, neste país, ser amigo e ter aliados políticos é crime. 
 
A farsa lulocentrica criada ataca o Estado Democrático de Direito e a inteligência dos cidadãos brasileiros. Não foi apresentado um único ato praticado por Lula, muito menos uma prova. Desde o início da Operação Lava Jato houve uma devassa na vida do ex-Presidente. Nada encontraram. Foi necessário, então, apelar para um discurso farsesco. Construíram uma tese baseada em responsabilidade objetiva, incompatível com o direito penal. O crime do Lula para a Lava Jato é ter sido presidente da República. 
 
O grosso do discurso de Dallagnol não tratou do objeto da real denúncia protocolada nesta data – focada fundamentalmente da suposta propriedade do imóvel 164-A do edifício Solaris, no Guarujá (SP). Sua conduta política é incompatível com o cargo de Procurador da República e com a utilização de recursos públicos do Ministério Público Federal para divulgar suas teses.
 
Para sustentar o impossível – a propriedade do apto 164-A, Edifício Solaris, no Guarujá – a Força Tarefa da Lava Jato valeu-se de truque de ilusionismo, promovendo um reprovável espetáculo judicial-midiático. O fato real inquestionável é que Lula e D. Marisa não são proprietários do referido imóvel, que pertence à OAS. 
 
Se não são proprietários, Lula e sua esposa não são também beneficiários de qualquer reforma ali feita. Não há artifício que possa mudar essa realidade. Na qualidade de seus advogados, afirmamos que nossos clientes não cometeram, portanto, crimes de corrupção passiva (CP, art. 317, caput), falsidade ideológica (CP, art. 299) ou lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º). 
 
A denúncia não se sustenta, diante do exposto abaixo:
 
1- Violação às garantias da dignidade da pessoa humana, da presunção da inocência e, ainda, das regras de Comunicação Social do CNMP.
 
A coletiva de imprensa hoje realizada pelo MPF valeu-se de recursos públicos para aluguel de espaço e equipamentos exclusivamente para expor a imagem e a reputação de Lula e D. Marisa, em situação incompatível com a dignidade da pessoa humana e da presunção de inocência. O evento apresentou denúncia como uma condenação antecipada aos envolvidos, violando o art. 15, da Recomendação n.º 39, de agosto de 2016, do Conselho Nacional do Ministério Público, que estabelece a Política de Comunicação Social do Ministério Público.
 
2- Não há nada que possa justificar as acusações.
 
2.1 - Corrupção passiva – 
O ex-Presidente Lula e sua esposa foram denunciados pelo crime de corrupção passiva (CP, art. 317, caput), no entanto:
 
2.2.1 O imóvel que teria recebido as melhorias, no entanto, é de propriedade da OAS como não deixa qualquer dúvida o registro no Cartório de Registro de Imóveis (Matricula 104801, do Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá), que é um ato dotado de fé pública. Diz a lei, nesse sentido: “Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis”. A denúncia não contém um único elemento que possa superar essa realidade jurídica, revelando-se, portanto, peça de ficção.
 
 
2.2.2.  Confirma ser a denúncia um truque de ilusionismo o fato de o documento partir da premissa de que houve a “entrega” do imóvel a Lula sem nenhum elemento que possa justificar tal afirmação. 
 
2.2.3. Lula esteve uma única vez no imóvel acompanhado de D. Marisa — para conhecê-lo e verificarem se tinham interesse na compra. O ex-Presidente e os seus familiares jamais usaram o imóvel e muito menos exerceram qualquer outro atributo da propriedade, tal como disposto no art. 1.228, do Código Civil (uso, gozo e disposição).
 
2.2.4. D. Marisa adquiriu em 2005 uma cota-parte da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que, se fosse quitada, daria direito a um imóvel no Edifício Mar Cantábrico (nome antigo do hoje Edifício Solaris). Ela fez pagamentos até 2009, quando o empreendimento foi transferido à OAS por uma decisão dos cooperados, acompanhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Diante disso, D. Marisa passou a ter a opção de usar os valores investidos como parte do pagamento de uma unidade no Edifício Solaris – que seria finalizado pela OAS — ou receber o valor do investimento de volta, em condições pré-estabelecidas. Após visitar o Edifício Solaris e verificar que não tinha interesse na aquisição da unidade 164-A que lhe foi ofertada, ela optou, em 26.11.2015, por pedir a restituição dos valores investidos. Atualmente, o valor está sendo cobrado por D. Marisa da Bancoop e da OAS por meio de ação judicial (Autos nº 1076258-69.2016.8.26.0100, em trâmite perante a 34ª. Vara Cível da Comarca de São Paulo), em fase de citação das rés.
 
2.2.5. Dessa forma, a primeira premissa do MPF para atribuir a Lula e sua esposa a prática do crime de corrupção passiva — a propriedade do apartamento 164-A — é inequivocamente falsa, pois tal imóvel não é e jamais foi de Lula ou de seus familiares. 
 
2.2.6. O MPF não conseguiu apresentar qualquer conduta irregular praticada por Lula em relação ao armazenamento do acervo presidencial. Lula foi denunciado por ser o proprietário do acervo. A denúncia se baseia, portanto, em uma responsabilidade objetiva incompatível com o direito penal
 
2.3 – Lavagem de Capitais 
Lula foi denunciado pelo crime de lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º) sob o argumento de que teria dissimulado o recebimento de “vantagens ilícitas” da OAS, que seria “beneficiária direita de esquema de desvio de recursos no âmbito da PETROBRAS investigado pela Operação Lava Jato”. 
 
2.3.1 Para a configuração do crime previsto no art. 1º, da Lei nº 9.613/98, Lula e sua esposa teriam que ocultar ou dissimular bens, direitos ou valores “sabendo serem oriundos, direta ou indiretamente, de crime”.
 
2.3.2 Além de o ex-Presidente não ser proprietário do imóvel no Guarujá (SP) onde teriam ocorrido as “melhorias” pagas pela OAS, não foi apresentado um único elemento concreto que possa indicar que os recursos utilizados pela empresa tivessem origem em desvios da Petrobras e, muito menos, que Lula e sua esposa tivessem conhecimento dessa suposta origem ilícita.
 
 
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
 

domingo, 11 de setembro de 2016

Ligando os pontos da semana

 Neymar decide ser cantor. O mundo do espetáculo não poupa ninguém e requer dos inquietos novos desafios, eles não se furtam nem fogem à luta.  Neste caso, faltam bons conselheiros, sobram aduladores. O que desejar mais?


Sobre Crivella. O senador integrante da base de sustentação dos governos Lula e Dilma, membro da Igreja Universal, ouviu da deputada federal Jandira Feghali, a narrativa que vai constar dos livros de história, Neles, Crivella será reconhecido como traidor golpista.  Sem retoques.

Sobre as manifestações contra o governo ilegítimo de Michel Temer. Elas se intensificam nas principais cidades do país e só tendem a crescer, quanto mais evidente fica a estatura dos golpistas que usurparam o poder no país. O argumento dos que negam o golpe é o fato dele seguir um rito, com acusação, defesa e transmissão direta para toda a nação. Tanta exposição, no entanto, esconde as verdadeiras intenções de quem conspira a céu aberto: exercer a hegemonia para suprimir da chefia do executivo brasileira, uma presidenta legitimamente eleita. O faz de conta com ares de seriedade só engana os espectadores do caos anunciado em doses diárias pelos meios de comunicação conservadores.

No entanto, em pleno processo eleitoral, o que poderia servir de amortecedor está favorecendo o debate sobre a importância do respeito ao voto, as regras democráticas e a necessidade de politizar o eleitor para escolher melhor seus representantes no legislativo.


sábado, 3 de setembro de 2016

Os golpistas e a história

Ministro golpista bate-boca com manifestantes e se retira de festival de cinema

Chamado de "golpista", Marcelo Calero abandona festival em Petrópolis

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, abandonou um festival de cinema em Petrópolis (RJ) após ser chamado de "golpista" por parte da plateia. O incidente aconteceu na noite desta sexta (2), no Museu Imperial.

Durante o bate-boca, um grupo de pessoas que não participava do protesto se levantou, deu as costas para o ministro e aplaudiu os manifestantes.

Em seguida, Calero deixou o auditório, cercado por seguranças e assessores.

Fonte: Folha de São Paulo

A desfaçatez de golpistas como Calero, revela desprezo pela história, talvez por confiar no poder das mídias como aliadas na construção de uma narrativa onde os governos de esquerda são tratados como vilões e a direita devidamente ocultada nos seus arranjos e maracutaias.

Confiam na blindagem de uma imprensa artífice do golpe para evitar o julgamento pelos seus atos, mas esquecem que mesmo os barões da mídia precisam pedir desculpas pelos crimes cometidos contra a democracia, como foi o caso do Globo, ao tentar se redimir da participação no golpe de 64. A reincidência conspiratória, no entanto, comprova a natureza autoritária destes grupos e uma irresistível vocação para o golpe que emerge sempre que um governo popular ameça seus privilégios. Os dignos representantes de nossas elites clamam pelo livre mercado e neoliberalismo mas não admitem perder a fonte inesgotável do Estado, farto provedor de concessões públicas e garantidor de de juros generosamente altos.

Os golpistas de agora, repetem os do passado mandando às favas qualquer escrúpulo, na expectativa de que a história esqueça os seus malfeitos. Novos meios digitais, contudo, devem tratar de ecoar para o futuro o triste papel desempenhado por servidores públicos e imprensa privada na desconstrução das políticas sociais conquistadas a partir da constituição de 88. A sociedade brasileira há de encontrar formas para recuperar a sua valiosa democracia. Seus detratores, por mais que relutem, serão sempre lembrados pela pecha de golpistas.